Goiânia registra queda de 30% nos casos de hanseníase em 2025

8 de janeiro de 2026 às 13:37

Diagnóstico e tratamento da doença são oferecidos gratuitamente em mais de 70 unidades básicas de saúde da capital

Goiânia registrou queda de 30% na quantidade de novos casos de hanseníase em 2025 em comparação com o ano anterior. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 78 novos casos da doença foram diagnosticados no ano passado. Em 2024, 112 pessoas contraíram hanseníase. O diagnóstico e o tratamento para doença são oferecidos gratuitamente em mais de 70 unidades básicas de saúde da capital

“É uma redução muito significativa e que nos mostra que o enfrentamento à doença, com diagnóstico, tratamento e reabilitação 100% gratuitos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido eficaz”, diz o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer. “No entanto, é preciso ampliar a conscientização e combate à doença, que é contagiosa e carregada de muito preconceito”, alerta o médico.

O diagnóstico de hanseníase é realizado em toda a rede de atenção primária do município, composta por mais de 70 unidades básicas de saúde. “O paciente que nota uma ou mais manchas pelo corpo, de coloração diferente da cor da pele, ou áreas pelo corpo com perda de sensibilidade pode agendar uma consulta na unidade básica de saúde mais próxima da sua casa”, explica a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, Jennifer Caetano.

“O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e do exame de baciloscopia, que investiga a presença da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da hanseníase”, afirma Jennifer. “Se o paciente é diagnosticado com a doença, as pessoas do seu núcleo familiar e com convivência próxima a ele são avaliadas e podem ser submetidas a testes rápidos para detecção dessa bactéria”, conta a enfermeira.

Tratamento

O tratamento de hanseníase é de longa duração, com uso de antibióticos por seis, 12 ou 18 meses. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, ou seja, transmitida de pessoa a pessoa através da eliminação da bactéria Mycobacterium leprae no ambiente pelos pacientes infectados”, explica Pellizzer.

“No passado, a hanseníase era chamada de lepra e a pessoa acometida pela doença era forçada a se afastar da sociedade”, disse o médico. “Hoje a hanseníase tem cura e os medicamentos são fornecidos de forma gratuita na rede municipal de saúde. No entanto, é preciso que o paciente não desista do tratamento e siga com a antibioticoterapia até o fim, para evitar o retorno da doença”, destaca Pellizzer.

Prevenção

Segundo a SMS, a prevenção à doença envolve imunização com a vacina BCG, que protege contra tuberculose e melhora a capacidade de resposta dos pacientes expostos à bactéria causadora de hanseníase. Alimentação saudável, prática regular de atividades físicas e higiene frequente das mãos também são hábitos que ajudam a prevenir a doença.

Fotos: Divulgação/SMS

Legenda: Diagnóstico e tratamento para hanseníase são oferecidos gratuitamente em mais de 70 unidades básicas de saúde da capital

Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – Prefeitura de Goiânia